terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Uma mulher sem nome





"Triimmmmmm!!!!

O despertador tocou, abri o olho esquerdo mantendo o direito fechado, eram 6 horas da manhã.
“Toca a levantar”, disse a mim mesma. Abri a janela e notei que o sol embora tímido, ja espreitava. Espreguiçei-me e com muita vontade de voltar para cama, entrei para o chuveiro, tentei não molhar o cabelo. A água estava fria, como sempre, mas quando saí do banho enrolada a toalha branca, senti que as minhas forças se tinham renovado.

Vesti as calças pretas e uma blusa com o estampado de “onça”. Adoro esta blusa! – Exclamei olhando-me ao espelho.

- Esta roupa marca perfeitamente a minha silhueta e a minha cor mestiça ajuda bastante.

 Pus as sandálias pretas que ao meu ver davam-me um ar muito mais elegante. Escovei o cabelo e apanhei-o num belo rabo de cavalo, em seguida pintei os lábios de cor de rosa e por último o perfume. Peguei na pasta que se encontrava pousada na cadeira de madeira perto da secretária que tenho no quarto, dei uma última olhada ao espelho, e estava pronta para mais um dia de trabalho.

Caminhei em direcção a sala aonde se encontrava a geleira pensando em algo para comer, tirei uma maçã pois também não tinha muitas opções. Vivo num apartamento muito pequeno venho de uma província distante, e corro atrás de um sonho. Ser uma jornalista conhecida, sou a filha caçula de seis irmãos, e os meus pais são camponeses, todos os meus irmãos já são mais velhos e têm as suas próprias vidas, a minha casa em Malange é humilde e apesar de estarmos num mundo um pouco moderno os meus pais nunca tiveram possibilidades de me dar uma “ vida de luxo”.
Com muito esforço e de sol em sol conclui o ensino médio na escola das madres de Malange. 

Sempre sonhei em ser jornalista, ficava fascinada com os textos que lia e os meus olhos brilhavam quando chegasse a hora do telejornal. Com a ajuda da irmã Teresa vim para a capital tentar ingressar numa faculdade pública pois os meus pais não têm possibilidades para pagar-me uma formação. Foi triste deixar para trás uma vida, e principalmente deixar a minha mãe pois sempre fomos muito amigas e faziamos companhia uma a outra, mas o desejo de me tornar alguém na vida e dar a eles uma vida melhor falou muito mais alto...."


Continua....

8 comentários:

  1. tens olhar para o detalhe, não é pela historia mas sim pela forma como foi apresentada.
    vou querer ver o edificar desta contista e, ai de ti se me deixas a desejar.

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  2. Não te vou deixar a desejar Wilmar. E o detalhe é o meu forte, e é através dele que levo o leitor para "dentro" do cenáio das minhas histórias, estando então em total sintonia com os personagens. :)

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  3. PRABENS querida , pelo teu trabalho...
    Esta' FANTASTICO! Gostei muito
    Continua, que vais longe
    Um beijinho

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  4. Obrigada Isa, é bom saber que as pessoas leêm e gostam do que faço com muita dedicação e amor.

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    1. Oi linda,desculpa a demora!!
      Gostei muito, isso mostra que tens talento e com um pouco mais de trabalho vais longe...espero pelo final da história!
      Parabéns pelo trabalho, continua assim...
      Um beijinho grande

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    2. Obrigada Clelea o final está por vir, espero pelas vossas criticas e sugestões :) Obrigada mesmo

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  5. ...Sou um total desconhecido pra vcê, assim como és pra mim... mas gostei do que lí adimiro quem detém a capacidade de criar personalidades que cativam a atenção de quem lê... tal como a k transborda destas palavras... parabéns...

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    1. Obrigada Cubico, fico feliz por ter gostado do que leu ainda ha muito por vir e só coisas boas :9

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