Voltei aos textos sentimentais, é-me quase impossível "fugir" deles, pois os sentimentos estão presentes em todos os momentos da nossa vida. Felicidade, amizade, tristeza, medo, rancor, saudades. Todos eles interligados. Mas o protagonista desta estória como sempre, chama-se amor.
Amor, tão bom sentir, mas tão difícil de explicar, é como ir ao céu e voltar no mesmo instante, é como ficar louco dentro da própria lucidez, é como lambuzar-se no mel e não querer mais lavar as mãos. O amor é simplesmente inexplicável, só sentindo para poder valorizar a sua nobreza.
Hoje me perguntei...Quantas vezes na vida se ama?
Reflecti durante alguns minutos sobre as poucas experiências que tive nos meus 21 anitos, e se calhar, de forma prematura, concluí o meu monólogo : "Ama-se quantas vezes forem necessárias, cada momento é um momento, e cada pessoa tem o seu encanto".
O amor é eterno sim, mas é eterno dentro de nós, como uma doença encubada a espera de outra para se manifestar... Assim é o amor, amigo do tempo, da esperança, da saudade, do brilho do olhar, e do sorriso mais inocente. Muitas vezes e contra a sua vontade, companheiro do medo, da desconfiança, da mágoa, do ressentimento, e das famosas feridas da alma, as lágrimas.
Mas ele está dentro nós, e pronto para se manifestar a cada gesto de carinho, a cada palavra amiga, num consolo, numa expectativa, na luz no fundo do tunel, na esperança de que mesmo vivendo neste mundo para nós tudo pode ser diferente. Com ele, tudo é possível, basta querer, aliás, sentir.
Não existem "vezes" para amar, ama-se sempre SEMPRE que o coração pedir, SEMPRE que ele quiser, SEMPRE que tiver pressa de ser feliz... E quando tudo acaba não significa que não soubemos amar, mas que simplesmente este amor foi substituído por um dos "seus irmãos sentimentos", pela saudade, amizade, carinho, ou por um dos seus "meios irmãos a tristeza, o rancor, as lágrimas.."
Termino com o trecho de uma canção que eu adoro e identifico-me bastante : "É preciso amar as pessoas como senão houvesse amanhã, porque se a gente parar para pensar na verdade, não há..."




